Quando eu me preparo para uma viagem aérea, um dos itens que nunca deixo de lado é o power bank. Com tantos compromissos profissionais, reuniões e a necessidade de conexão constante, contar com uma fonte extra de energia se tornou prioridade. Mas, recentemente, precisei revisar toda minha rotina após ler sobre as novas regras para transporte desses aparelhos em voos nacionais e internacionais.
Por que mudaram as regras dos power banks em voos?
Nas últimas semanas, tenho visto várias reportagens e circulares da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) alertando passageiros sobre o transporte de carregadores portáteis. Os motivos são claros: segundo as novas diretrizes da ANAC, houve aumento de incidentes envolvendo baterias de lítio, responsáveis por riscos de superaquecimento e curto-circuitos dentro das cabines de aeronaves. Isso representa grande ameaça à segurança, tanto para passageiros quanto para tripulação.
Por consequência, as normas se alinharam às práticas internacionais, já recomendadas por organizações como a ICAO, impondo limites bem definidos para portar e utilizar power banks a bordo.
Limites: quantidade e potência dos carregadores permitidos
Foi justamente ao organizar minha mochila que percebi a primeira novidade: agora só é permitido embarcar com, no máximo, dois power banks por passageiro. Cada um deles precisa obedecer a um limite de até 100 Wh (watt-horas), valor que se traduz em cerca de 27.000 mAh em aparelhos comuns.
- Dois power banks por passageiro, no máximo.
- Capacidade máxima de 100 Wh cada (aprox. 27.000 mAh).
- Se algum dos seus carregadores tem entre 100 e 160 Wh, é obrigatório avisar e obter autorização prévia da companhia aérea.
- Qualquer dispositivo acima de 160 Wh não pode, de maneira alguma, ser transportado no avião.
Sei que muitos executivos e agentes responsáveis por viagens de equipe passam por dúvidas na hora de converter a capacidade dos equipamentos. Para simplificar, o site temregra.com.br traz uma calculadora online que transforma mAh em Wh. Isso agiliza o checklist de embarque e impede surpresas nos portões de segurança.
Como consultor da La Vou Eu Business Travel, vi muitos clientes questionando como identificar essas informações. O segredo está tanto no manual quanto no corpo do carregador, onde costumam estar estampados os dados.
Por onde levar e o que fazer com o power bank durante o voo?
Outro ponto que percebi é a obrigatoriedade em transportar o carregador exclusivamente na bagagem de mão. Jamais despachei, mas sei de quem tentou. E agora, ficou ainda mais explícito: nada de colocar power banks em compartimentos superiores da cabine ou no porão da aeronave.
Além disso, a norma proíbe usar ou recarregar power banks durante o voo. Ou seja, nem pense em conectar o dispositivo à entrada USB do assento ou à tomada da aeronave. Isso previne curtos, explosões e incêndios a bordo, coisas que já aconteceram em voos pelo mundo.
Transporte sempre seus eletrônicos sob o assento, não no bagageiro superior.
Outro detalhe técnico que aprendi: se possível, mantenha o power bank na embalagem original ou com os terminais protegidos com fita isolante. Assim, diminui-se o risco de contato acidental e curto-circuito. São medidas simples, mas que fazem toda diferença segundo o histórico da ANAC.
Iniciativa das autoridades e canais de informação
É fundamental ficar atento às campanhas que surgiram para alertar viajantes sobre essas mudanças. Vi diversos posts oficiais da Abear, em parceria com o Ministério de Portos e Aeroportos e a própria ANAC, ocupando o feed das redes sociais e informando, de forma clara, sobre como portar e transportar power banks corretamente.
O interessante é que essas campanhas de esclarecimento focam em:
- Orientar sobre limites e procedimentos
- Explicar o perigo real de curto-circuito e incêndio a bordo
- Unificar procedimentos com padrões internacionais
- Incentivar o uso do site temregra.com.br para calcular as especificações do seu aparelho
Encontrei, inclusive, banners informativos em aeroportos e instruções no cartão de embarque digital. Tudo para evitar problemas e garantir a segurança coletiva.
Impactos para o viajante corporativo
Quem viaja com frequência, principalmente a trabalho, precisa redobrar a atenção nesses detalhes. Em experiências recentes com clientes da La Vou Eu Business Travel, já presenciei situações em que pessoas foram impedidas de embarcar por não estarem com o equipamento dentro das normas. Um constrangimento que pode comprometer compromissos e até gerar prejuízo empresarial.
Power banks irregulares podem fazer você perder o voo.
Além disso, deixo um alerta com base nos tópicos de regras de bagagem: antes de preparar sua mala, confira sempre se atualizações nas normas não afetam outros equipamentos eletrônicos.
Outra dica relevante, especialmente para quem embarca rumo ao exterior, é revisar o checklist de documentos para evitar surpresas em inspeções internacionais, onde exigências às vezes mudam de país para país.
Padronização internacional e responsabilidade do passageiro
Vi que, ao aplicar as práticas já reconhecidas lá fora, as companhias brasileiras buscam prevenir acidentes, promovendo viagens mais seguras. Uma das grandes apostas da ANAC é a redução de casos de passageiros indisciplinados, que desrespeitavam normas e colocavam todos em risco.
Para mim, fica claro que estar informado e seguir cada orientação é dever do passageiro consciente. Não basta só pensar no próprio conforto; trata-se de uma atitude responsável, que garante bem-estar coletivo e mantém o bom funcionamento do setor aéreo.
Se você pretende viajar para a Europa em 2025 ou depois, recomendo estudar o novo visto ETIAS e cruzar as informações de entrada com as de equipamentos permitidos em cabine.
Se dúvidas persistirem, vale buscar orientação especializada na própria agência, como fazemos na La Vou Eu Business Travel. Nossa experiência em gestão de viagens e contato direto com as novas normas permite um embarque sem sustos.
Conclusão: viagem segura é viagem informada
Vejo essas mudanças como necessárias. Priorizam a segurança coletiva, sem transformar o embarque em um pesadelo logístico para quem depende de dispositivos móveis.
Carregue apenas dois power banks, ambos com até 100 Wh, sempre protegidos e só na bagagem de mão. Jamais recarregue ou utilize durante o voo. Caso seu aparelho esteja fora do padrão, busque autorização ou substitua antes de chegar ao aeroporto.
Organização, informação e respeito às regras minimizam riscos e evitam dores de cabeça. No contexto corporativo, essas práticas são ainda mais valiosas, pois impactam tanto o desempenho individual quanto o coletivo da empresa. Se restar alguma dúvida sobre políticas de companhias, particularidades de aeroportos ou recomendações para embarque internacional, conte sempre com a experiência de profissionais e com a estrutura da La Vou Eu Business Travel para garantir uma travessia tranquila e eficiente.
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Perguntas frequentes sobre power bank em voos
O que é permitido sobre power bank em voos?
Cada passageiro pode transportar até dois power banks, limitados a 100 Wh cada, exclusivamente na bagagem de mão, sem uso ou recarga durante o voo. Dispositivos fora desses parâmetros exigem autorização especial ou não são permitidos a bordo, segundo as normativas da ANAC.
Qual o limite de mAh para embarcar?
O valor limite é de aproximadamente 27.000 mAh por unidade, obedecendo à equivalência de 100 Wh. Para equipamentos entre 100 Wh e 160 Wh, é necessário solicitar autorização prévia da companhia aérea antes do embarque. Power banks acima de 160 Wh não podem ser transportados de forma alguma.
Onde devo transportar o power bank no avião?
O transporte deve ser feito sempre na bagagem de mão, mantido sob o assento à sua frente, nunca no compartimento superior ou despachado no porão. Dessa forma, o risco de acidentes é menor, e o equipamento fica acessível caso precise ser inspecionado.
Preciso declarar meu power bank ao embarcar?
Para carregadores abaixo de 100 Wh, não é preciso declarar especificamente, pode deixá-los na bagagem de mão. Se algum deles estiver entre 100 Wh e 160 Wh, é obrigatório comunicar com antecedência à companhia aérea e aguardar aprovação para transportá-lo. Acima disso, a entrada será negada.
Posso levar mais de um power bank?
Segundo a nova regra da ANAC, o limite máximo são dois power banks por passageiro. Levar mais do que isso resultará na retenção dos dispositivos extras durante o embarque.









