Quando eu vi o ranking Kantar BrandZ divulgado em 26 de agosto, uma coisa me chamou atenção de imediato. O turismo apareceu com força real entre as marcas mais valiosas do país. Não foi um caso isolado. Foram seis nomes ligados ao setor no Top 50 de 2026: Gol, Azul, Localiza, Movida, SulAmérica e Porto Seguro.
As seis marcas cresceram em valor de marca, mesmo com ritmos diferentes.
Isso diz muito sobre o momento do mercado. Segundo o levantamento da Kantar BrandZ de 2026, o ranking das 50 marcas mais valiosas do Brasil chegou a US$ 101,144 bilhões, alta de 22% em relação a 2024. Desse total, 59% das marcas avançaram, e 18% registraram crescimento de dois ou três dígitos. O ranking geral é liderado por Itaú, seguido por Nubank e Claro. Além disso, houve seis novas marcas no Top 50 em 2026, espalhadas por quatro categorias.
Quem são as seis marcas do turismo no Top 50
Na minha leitura, esse grupo mostra como o turismo se espalha por várias frentes da economia. No ranking, ele aparece em três categorias diferentes:
Companhias aéreas, enquadradas como serviços de viagens.
Locadoras, classificadas como plataformas de serviço e tecnologia.
Seguradoras, presentes em serviços financeiros.
Os números ajudam a contar essa história com clareza:
Localiza: 9ª posição, US$ 3,214 bilhões, alta de 5%, embora tenha caído uma colocação.
SulAmérica: 13º lugar, US$ 1,738 bilhão, crescimento de 40%.
Gol: 15ª posição, US$ 1,7 bilhão, avanço de 14%.
Azul: 16º lugar, US$ 1,698 bilhão, alta de 7% e manutenção da posição.
Porto Seguro: 18ª posição, US$ 1,44 bilhão, salto de 108% em dois anos.
Movida: 30º lugar, US$ 795 milhões, aumento de 6% e mesma colocação anterior.
Eu acho curioso como duas disputas ficam muito visíveis. A primeira é a liderança da Localiza dentro do grupo. A segunda é a proximidade entre Gol e Azul. A diferença entre as duas é de apenas US$ 2 milhões. Juntas, somam US$ 3,398 bilhões no setor de viagens.
O turismo ganhou peso de marca.
Para quem vive a rotina das viagens corporativas, como faz a Lá Vou Eu Business Travel, esse tipo de dado não é só institucional. Ele ajuda a entender quais marcas seguem fortes na cabeça do cliente e no valor percebido do mercado.
Os destaques de 2026
A Localiza segue como a melhor colocada entre as empresas ligadas ao turismo. Mesmo com a queda de uma posição, alcançou US$ 3,214 bilhões e cresceu 5% desde 2024. Isso mostra consistência. Nem sempre subir valor significa subir no ranking, porque o ambiente inteiro também se mexe.
Já a Porto Seguro foi, sem dúvida, o maior destaque percentual. Saltou 108% em dois anos e chegou ao 18º lugar, com valor de marca de US$ 1,44 bilhão. Quando eu vejo um avanço assim, penso em confiança, lembrança e força comercial andando juntas.
A Porto Seguro teve o maior crescimento percentual entre as marcas de turismo presentes no Top 50.
A SulAmérica também chamou minha atenção. Foi para a 13ª posição com US$ 1,738 bilhão e alta de 40%. No caso das seguradoras, isso reforça algo que o viajante corporativo já sente há tempos: proteção e suporte contam muito no momento da escolha.
Entre as aéreas, Gol e Azul cresceram, mas em passo mais contido. A Gol avançou 14% e a Azul, 7%. Mantiveram relevância, com valores quase idênticos. Já a Movida fecha o grupo com US$ 795 milhões e aumento de 6%, preservando sua posição. É uma evolução mais moderada, mas ainda positiva.

Como a Kantar mede valor de marca
Muita gente pensa que valor de marca é só faturamento. Não é. A metodologia da Kantar BrandZ junta a avaliação do valor financeiro da empresa controladora com o peso da força da marca. Essa força é medida pela capacidade de gerar valor para o negócio, com base na preferência do consumidor e na disposição de pagar mais.
Uma marca vale mais quando ela é preferida, lembrada e percebida como diferente.
O estudo usa o framework Meaningful, Different e Salient. Em termos simples, ele busca saber se a marca é relevante para a vida das pessoas, se tem traços próprios e se aparece com facilidade na mente do consumidor no momento da escolha.
Na prática, eu vejo isso acontecer o tempo todo no turismo. Uma viagem envolve preço, claro. Mas envolve também suporte, confiança, histórico de atendimento e rapidez na solução de problemas. É por isso que esse ranking conversa com o dia a dia da Lá Vou Eu Viagens, que trabalha justamente com acompanhamento antes, durante e depois do deslocamento.
O cenário favorece o turismo
O ambiente também ajuda a explicar a valorização dessas marcas. Os gastos de turistas internacionais no Brasil bateram recorde e chegaram a R$ 33,6 bilhões entre janeiro e julho de 2026, alta de 9,4% sobre o mesmo período do ano anterior. Quando o fluxo cresce, a cadeia toda sente.
Eu também acompanhei outros sinais do setor. O anuário da BLTA com dados de 2025 mostrou estabilidade no turismo de luxo no Brasil, com avanços em ESG, faturamento bruto estimado em R$ 3,34 bilhões, diária média de R$ 3.109, ocupação média de 50% e cerca de 1 milhão de hóspedes. Já no exterior, a Universal Studios Japan planeja uma expansão de US$ 2,2 bilhões em Osaka, segundo o Nikkei. Para mim, isso mostra que a indústria de viagens segue movimentada em várias frentes.
Quem quiser ampliar essa leitura pode ver também como o turismo corporativo vem puxando receita e atividade e como as viagens corporativas em 2026 seguem novas tendências e dados. Os sinais caminham na mesma direção.
O peso dos serviços nessa leitura
Outro ponto que eu considero útil é olhar para o setor de serviços como base dessa discussão. Segundo o relatório da Serasa Experian de 24 de agosto de 2026, os serviços concentram 63,1% das empresas brasileiras, mas têm faturamento médio de R$ 332,7 mil por empresa, 17% abaixo da média geral de R$ 402,1 mil. A região Norte lidera o faturamento médio regional, com R$ 432 mil, mesmo reunindo apenas 4,8% das empresas analisadas.
Isso ajuda a entender que valor de marca e faturamento médio não são a mesma coisa. Uma marca forte pode se destacar mesmo em um setor pulverizado. No turismo, isso fica muito claro.
O que isso diz para empresas e viajantes
Na minha experiência, rankings como esse servem menos para torcida e mais para leitura de mercado. Eles mostram quem vem consolidando percepção positiva, presença e capacidade de cobrança por valor. Para empresas, isso pode orientar políticas de viagem, fornecedores e critérios de segurança. Para viajantes, indica quais nomes seguem fortes em confiança e lembrança.
Também vale observar temas práticos, como a escolha de hotéis seguros em viagens de trabalho, o uso de viagens de incentivo nas estratégias das empresas e até o lado do lazer, já que planejar férias com apoio profissional pode trazer mais segurança e melhor aproveitamento.
Em resumo, eu vejo 2026 como um ano de confirmação. As marcas de turismo seguem crescendo em valor, com destaque forte para Porto Seguro e SulAmérica, enquanto locadoras e companhias aéreas avançam em passo mais contido. Ainda assim, todas evoluíram. Isso não acontece por acaso. A marca responde ao que o público percebe. E, no turismo, percepção nasce da experiência.
A gestão de viagens corporativas pode ser muito mais estratégica do que parece. A Lá Vou Eu Viagens atua ao lado das empresas para trazer controle, eficiência e inteligência para esse processo.
Faça sua adesão ao nosso plano sem mensalidades hoje mesmo: https://lavoueuviagens.com.br/plano/
Perguntas frequentes
Quais são as 6 marcas de turismo?
São Gol, Azul, Localiza, Movida, SulAmérica e Porto Seguro. Todas aparecem entre as 50 marcas mais valiosas do Brasil em 2026 no ranking Kantar BrandZ, cada uma em sua categoria dentro do setor de viagens, locação ou seguros.
Como essas marcas foram avaliadas?
Elas foram avaliadas por uma metodologia que combina valor financeiro da empresa controladora com a força da marca. A Kantar mede essa força pela preferência do consumidor, lembrança, diferença percebida e disposição do público em pagar mais. O framework usado é Meaningful, Different e Salient.
Vale a pena viajar com essas marcas?
Na minha visão, são marcas que mostram presença forte no mercado e crescimento de valor, o que sinaliza reconhecimento do público. Ainda assim, a melhor escolha depende do perfil da viagem, da política da empresa, da rota, da cobertura e do tipo de suporte desejado.
Onde encontrar pacotes dessas marcas?
O caminho mais seguro é buscar apoio profissional para montar reservas e combinações de serviços de acordo com a necessidade da viagem. No caso corporativo, a Lá Vou Eu Viagens pode ajudar a reunir opções com mais controle, acompanhamento e atendimento sob medida.
Quais são os benefícios dessas marcas?
Os benefícios variam conforme a atuação de cada uma, mas em geral incluem capilaridade, lembrança de marca, confiança, oferta de serviços ligados a deslocamento, locação e proteção ao viajante. O principal ponto em comum é a força de marca reconhecida pelo mercado em 2026.









