Eu acompanho de perto mudanças migratórias porque elas mexem com planos de férias, viagens de trabalho e até com o orçamento de empresas. Desta vez, a notícia vem da Tailândia. O país passou a limitar a isenção de visto para 30 dias para turistas de 65 países, depois de um período em que a permanência sem visto chegava a 60 dias.
A regra começa a valer em 1º de junho de 2024. Na prática, a isenção não acabou. Ela continua ativa, mas com prazo menor. Também mudou a lógica de entradas por fronteiras terrestres e marítimas, agora limitadas a duas vezes por ano. Para quem chega por aeroporto, não há limite no número de entradas, desde que cada visita siga as regras migratórias.
Menos tempo. Mais controle.
Em minhas leituras sobre o tema, vi que a decisão tem um foco claro: controlar melhor o fluxo de visitantes e reduzir casos de uso indevido da isenção, como trabalho irregular e permanência acima do permitido. Para quem viaja a lazer, a mudança pede atenção. Para quem viaja a negócios, pede planejamento ainda mais cuidadoso, algo que a La Vou Eu Business Travel acompanha de perto no dia a dia corporativo.
O que mudou na prática
Até então, turistas de 65 nacionalidades podiam entrar na Tailândia sem visto e ficar por até 60 dias em viagens de turismo. Com a revisão, esse período cai para 30 dias. A isenção segue em vigor, mas o prazo máximo sem visto foi reduzido pela metade.
Outro ponto que eu considero bem relevante é a diferença entre os tipos de entrada:
Entradas por terra ou mar: limitadas a duas vezes por ano.
Entradas por aeroporto: sem restrição de número, desde que o viajante cumpra os requisitos legais.
Estadas acima de 30 dias: exigem visto compatível com o motivo da viagem.
As autoridades de imigração tailandesas detalharam que o objetivo é evitar abusos. Isso inclui pessoas que entram repetidas vezes como turistas para permanecer longos períodos no país ou até exercer atividade profissional sem autorização. Eu já vi esse tipo de ajuste ocorrer em outros destinos, e quase sempre o recado é o mesmo: turismo sim, uso irregular não.
Quais são os 65 países afetados
Os 65 países beneficiados pela isenção, e agora sujeitos ao novo limite de 30 dias, incluem mercados que enviam muitos turistas para a Tailândia. Entre eles estão Estados Unidos, Reino Unido, Japão, Alemanha e Austrália. O Brasil continua na lista.
Veja a relação dos 65 países afetados:
Andorra
Austrália
Áustria
Bahrain
Bélgica
Brasil
Brunei
Canadá
República Tcheca
Dinamarca
Estônia
Finlândia
França
Alemanha
Grécia
Hong Kong
Hungria
Islândia
Índia
Indonésia
Irlanda
Israel
Itália
Japão
Cazaquistão
Coreia do Sul
Kuwait
Laos
Letônia
Liechtenstein
Lituânia
Luxemburgo
Macau
Malásia
Maldivas
Maurício
Mônaco
Mongólia
Países Baixos
Nova Zelândia
Noruega
Omã
Filipinas
Polônia
Portugal
Qatar
San Marino
Arábia Saudita
Singapura
Eslováquia
Eslovênia
África do Sul
Espanha
Suécia
Suíça
Taiwan
Ucrânia
Emirados Árabes Unidos
Reino Unido
Estados Unidos
Uzbequistão
Vietnã
Camboja
China
Turquia
Em uma atualização citada pela imprensa, com base em informações da Autoridade do Turismo da Tailândia, foi informado que o país decidiu voltar ao período de 30 dias para turistas de países antes atendidos pela regra ampliada, como mostra a informação sobre a redução da isenção de visto para 30 dias.

Por que a Tailândia fez essa mudança
Eu entendo a medida como uma resposta a um problema que muitos destinos turísticos enfrentam. Quando a permanência sem visto fica mais longa, parte dos visitantes passa a testar os limites da regra. Alguns entram como turistas, mas ficam para trabalhar. Outros fazem sucessivas entradas para estender a presença no país.
O governo tailandês quer reduzir o uso indevido do benefício migratório.
Isso não significa fechamento ao turismo. Pelo contrário. A Tailândia segue entre os destinos mais procurados da Ásia e continua recebendo um fluxo alto de visitantes internacionais. O ajuste busca dar mais previsibilidade à fiscalização e ao tempo real de permanência de cada viajante.
Quando penso em viagens corporativas, vejo um efeito direto. Empresas precisam de regras claras para não expor colaboradores a contratempos. Em operações desse tipo, o apoio de uma agência como a Lá Vou Eu Viagens ajuda a montar roteiros mais seguros e alinhados com a documentação exigida.
Como isso afeta brasileiros e viagens de negócios
Os brasileiros seguem entre os beneficiados pela isenção. Ainda assim, passam a obedecer ao novo limite de 30 dias. Isso vale tanto para quem viaja por lazer quanto para quem faz uma visita curta com agenda profissional, desde que a entrada esteja dentro do tipo permitido pela imigração local.
Para estadas mais longas, o caminho passa a ser outro. O viajante terá de pedir um visto específico, conforme o objetivo da viagem. Pode ser turismo de longa duração, estudo, trabalho ou outra categoria admitida pelas autoridades tailandesas.
Eu acho que o maior impacto estará em três perfis:
Turistas que planejavam roteiros longos pela Ásia com base em 60 dias na Tailândia.
Nômades e viajantes que tentavam renovar permanência com entradas frequentes por terra.
Empresas com deslocamentos regionais que exigem atenção maior ao calendário do colaborador.
Quem já acompanha mudanças em outros destinos sabe que esse movimento não é isolado. Em temas próximos, eu recomendo a leitura sobre o início do ETIAS na Europa, sobre a autorização de viagem para o Reino Unido e também sobre a volta do visto mexicano eletrônico para brasileiros. São exemplos de como o cenário muda rápido.

O que fazer antes de viajar
Em minha experiência com conteúdo de viagens, o erro mais comum é confiar em regra antiga. A pessoa vê um vídeo, salva um post, comenta com um amigo e pronto. Só que imigração não funciona assim.
Quem pretende ficar mais de 30 dias na Tailândia precisará solicitar o visto adequado antes da viagem ou conforme o procedimento oficial aplicável.
Também vale revisar outros pontos básicos:
Validade do passaporte.
Comprovantes de hospedagem e passagem de saída.
Objetivo real da viagem.
Histórico de entradas, sobretudo por terra ou mar.
Para evitar dores de cabeça, eu sugiro ainda a leitura de conteúdos práticos sobre documentação, como este material sobre itens que podem causar problemas na alfândega e imigração e este guia sobre regras e taxas do visto da Índia. Eles ajudam a enxergar como detalhes fazem diferença.
Conclusão
Eu vejo a nova regra da Tailândia como um ajuste de controle, não como o fim da facilidade de entrada. A isenção continua para 65 países, inclusive o Brasil, mas agora com permanência de até 30 dias a partir de 1º de junho de 2024. Entradas por terra ou mar ficam limitadas a duas por ano, enquanto chegadas por aeroporto seguem sem limite numérico. Para lazer, isso muda o roteiro. Para negócios, muda o planejamento.
Antes de fechar passagens e hotéis, vale confirmar as regras mais recentes e alinhar toda a documentação. Se a sua empresa busca mais clareza nesse processo, conhecer o trabalho da Lá Vou Eu Viagens pode ser um bom próximo passo.
Perguntas frequentes
Quais países perderam a isenção de visto?
Nenhum desses 65 países perdeu totalmente a isenção. O que ocorreu foi a redução do prazo de permanência sem visto, que passou de 60 para 30 dias. Entre os afetados estão Brasil, Estados Unidos, Reino Unido, Japão, Alemanha, Austrália, Portugal, França, Canadá e outros listados no artigo.
Como solicitar visto para a Tailândia?
Eu recomendo verificar a categoria correta de visto conforme o motivo da viagem, como turismo de longa duração, estudo ou trabalho. As regras detalhadas foram divulgadas pelas autoridades de imigração da Tailândia. Em geral, o processo pede passaporte válido, formulários, comprovantes da viagem e documentos ligados ao tipo de visto.
Qual o valor do visto tailandês?
O valor pode variar conforme a categoria do visto, o tempo de permanência e o local de solicitação. Como taxas consulares podem mudar, eu sugiro sempre conferir o valor atualizado no canal oficial da representação tailandesa responsável pelo atendimento ao seu caso.
Brasileiros ainda precisam de visto?
Para viagens curtas de turismo, brasileiros continuam dispensados de visto, mas agora por até 30 dias. Se a intenção for permanecer mais tempo ou realizar atividade que exija autorização específica, será necessário solicitar o visto adequado.
A mudança afeta viagens de turismo?
Sim. Ela afeta diretamente o tempo de permanência de turistas, que caiu de 60 para 30 dias. Também impacta quem costumava entrar por terra ou mar várias vezes ao ano. Por isso, eu considero prudente revisar o roteiro antes da viagem.
A gestão de viagens corporativas pode ser muito mais estratégica do que parece. A Lá Vou Eu Viagens atua ao lado das empresas para trazer controle, eficiência e inteligência para esse processo.
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