Em minhas leituras sobre mobilidade internacional, eu vi uma mudança que merece atenção de empresas e viajantes. Em 2024, o governo dos Estados Unidos tornou permanente o programa piloto de caução para vistos B1 e B2, depois de três anos de testes. A medida vale para solicitantes de 50 países e prevê o pagamento de valores entre US$ 5.000 e US$ 15.000, definidos no momento da entrevista consular.
A caução no visto B1/B2 é uma garantia financeira para reduzir casos de overstay, quando o visitante fica nos EUA além do prazo permitido.
Esse tema afeta diretamente o planejamento de viagens temporárias de negócios e turismo. Por isso, eu vejo valor em acompanhar esse tipo de atualização com o mesmo cuidado que a La Vou Eu Business Travel dedica à gestão de deslocamentos corporativos, com atenção antes, durante e depois da viagem.
O que mudou em 2024
O programa de caução não é novo, mas sua permanência muda o cenário. Após um período de testes de três anos, as autoridades americanas decidiram manter a política como parte dos esforços de controle migratório. A base da decisão foi o índice elevado de overstay entre certas nacionalidades, isto é, pessoas que entram legalmente como visitantes e não saem no tempo autorizado.
Ficar além do prazo pode custar caro.
Segundo a página do Departamento de Estado dos EUA sobre países sujeitos à caução de visto, nacionais de 50 países podem ser chamados a pagar US$ 5.000, US$ 10.000 ou US$ 15.000. Já a explicação publicada pela orientação acadêmica sobre o programa piloto de caução para vistos B1/B2 mostra que a exigência pode incluir regras operacionais, como entrada e saída por aeroportos designados.
O programa não vale para todo solicitante de visto B1 ou B2, mas apenas para casos selecionados pelo governo americano.
Quem é afetado
Eu acho este ponto muito relevante: a regra não alcança todos os estrangeiros e nem todos os pedidos de visto. O foco está em visitantes temporários que solicitam visto B1, para negócios, e B2, para turismo, dentro de nacionalidades previamente designadas. A decisão é seletiva e feita caso a caso.
Também é bom deixar claro: cidadãos brasileiros não estão entre os afetados por essa lista. Para o público do Brasil, a notícia serve mais como alerta de contexto do que como obrigação direta. Ainda assim, em viagens corporativas aos EUA, toda mudança em regras migratórias merece leitura cuidadosa. Eu já tratei desse cenário em um conteúdo sobre viagens corporativas aos EUA, com desafios de tarifas e vistos.
Lista dos 50 países sujeitos à caução
A relação reúne países africanos, asiáticos e algumas nações da América Central e do Caribe. Em minhas pesquisas, encontrei a seguinte lista de países participantes do programa:
- Afeganistão
- Angola
- Benim
- Burkina Faso
- Burundi
- Cabo Verde
- Camarões
- Chade
- Comores
- Congo
- República Democrática do Congo
- Djibuti
- Dominica
- Eritreia
- Etiópia
- Gabão
- Gâmbia
- Gana
- Guiné
- Guiné-Bissau
- Guiné Equatorial
- Haiti
- Irã
- Laos
- Libéria
- Líbia
- Madagascar
- Malawi
- Mauritânia
- Moçambique
- Mianmar
- Níger
- Nigéria
- Paquistão
- República Centro-Africana
- Ruanda
- São Tomé e Príncipe
- Serra Leoa
- Somália
- Sudão
- Sudão do Sul
- Síria
- Timor-Leste
- Togo
- Tuvalu
- Uganda
- Vanuatu
- Iêmen
- Zâmbia
- Zimbábue
Como listas oficiais podem ser atualizadas, eu recomendo buscar a relação completa e vigente no site indicado na matéria original, especialmente na página oficial do Departamento de Estado dos EUA mencionada acima.

Como a caução funciona na prática
O mecanismo é simples de entender. Se o solicitante designado receber a exigência, ele deverá pagar a caução no valor determinado pelo consulado. Os montantes possíveis são US$ 5.000, US$ 10.000 ou US$ 15.000. O objetivo é criar um compromisso financeiro para que a viagem siga as regras do visto.
Se o visitante deixar os Estados Unidos dentro do prazo autorizado, a caução pode ser devolvida.
Por outro lado, se houver violação das condições de estadia, o valor pode ser retido. Esse é o ponto central da política. Não se trata de uma taxa comum, mas de uma garantia ligada ao cumprimento das regras migratórias.
Em viagens de negócios, isso pesa no orçamento e no fluxo de aprovação interna. Eu penso que empresas com operações internacionais precisam revisar processos, política de viagens e comunicação com equipes expatriadas ou visitantes convidados. É nesse tipo de detalhe que a La Vou Eu Business Travel pode apoiar o cliente com acompanhamento mais próximo.
Por que os EUA mantiveram esse programa
As autoridades americanas apresentaram uma justificativa objetiva: combater o alto número de overstay entre nacionalidades específicas. O programa foi inserido dentro de uma linha mais ampla de controle migratório, voltada a visitantes temporários. Não é uma proibição de entrada, mas uma barreira financeira aplicada de modo seletivo.
Eu já percebi que muitos viajantes confundem visto aprovado com liberdade total de permanência. Não é assim. O visto permite solicitar entrada. O tempo de estadia é limitado e precisa ser respeitado. Quem viaja a trabalho deve ter isso ainda mais claro, assim como já mostrei em temas sobre custos extras ligados à entrevista do visto americano B1/B2 e cuidados para evitar problemas na alfândega e na imigração.
O que isso muda para viajantes e empresas
Para quem está no Brasil, a primeira leitura deve ser serena. Brasileiros não entraram na lista. Ainda assim, eu vejo três efeitos indiretos desse cenário:
- Mais atenção a documentos e prazos de permanência;
- Maior cuidado no planejamento financeiro de viagens internacionais;
- Reforço da necessidade de orientação especializada em deslocamentos corporativos.
Empresas que contratam profissionais de várias nacionalidades ou recebem visitantes de filiais em outros países podem sentir impacto real. Um simples erro de interpretação pode gerar custo, atraso ou recusa operacional. Em assuntos de vistos na Ásia, por exemplo, eu também recomendo acompanhar mudanças como as do visto da Índia para brasileiros e da redução da isenção de visto na Tailândia.

Conclusão
Em resumo, os Estados Unidos tornaram permanente em 2024 o programa de caução para vistos B1 e B2 após três anos de testes. A medida atinge 50 países, com valores de US$ 5.000 a US$ 15.000, e busca reduzir permanências acima do prazo. Brasileiros não estão na lista, mas o tema acende um sinal para quem lida com viagens internacionais de trabalho, políticas migratórias e controle de custos.
Eu acredito que entender essas regras antes do embarque evita desgaste depois. Se a sua empresa quer acompanhar mudanças desse tipo com mais segurança e organização, vale conhecer melhor o suporte da La Vou Eu Business Travel.
Perguntas frequentes
O que é caução para visto B1/B2?
É um valor de garantia exigido de alguns solicitantes de visto B1, para negócios, ou B2, para turismo. A finalidade é reduzir o risco de overstay, que ocorre quando o visitante permanece nos Estados Unidos além do prazo autorizado.
Como pagar a caução do visto?
O pagamento ocorre apenas quando o solicitante é designado para isso pelo governo americano. O valor é definido na entrevista consular e segue as orientações passadas pelas autoridades dos EUA no próprio processo de solicitação.
Quais países exigem a caução obrigatória?
O programa alcança 50 países da África, da Ásia, da América Central e do Caribe, como Angola, Burkina Faso, Cabo Verde, República Centro-Africana, Congo, Djibuti, Eritreia, Guiné, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Gâmbia, Haiti, Irã, Líbia, Mauritânia, Moçambique, Sudão e Sudão do Sul, além dos demais nomes da lista oficial publicada pelas autoridades americanas.
Quanto custa a caução para o visto?
Os valores previstos são US$ 5.000, US$ 10.000 ou US$ 15.000. A quantia exata é fixada no momento da entrevista, conforme a avaliação do caso.
Posso recuperar a caução depois da viagem?
Sim. Em regra, a caução pode ser devolvida se o visitante sair dos Estados Unidos dentro do prazo permitido e cumprir as condições da estadia. Se houver descumprimento, o valor pode ser retido.
A gestão de viagens corporativas pode ser muito mais estratégica do que parece. A Lá Vou Eu Viagens atua ao lado das empresas para trazer controle, eficiência e inteligência para esse processo.
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