Nos últimos meses, percebi um aumento relevante nas dúvidas de clientes sobre o processo de visto americano, principalmente viajantes corporativos que precisam de rapidez para não perder compromissos importantes. Uma novidade que chamou minha atenção vem do Departamento de Estado dos Estados Unidos: a proposta da nova taxa de US$ 750 para quem deseja acelerar a entrevista do visto B1/B2, destinado a turismo e negócios.
Neste artigo, quero compartilhar minha interpretação do tema e como essa novidade pode afetar tanto viajantes quanto empresas. A proposta, chamada “Visa Appointment Wait Time Reduction Fee”, pode parecer apenas um valor extra, mas carrega implicações relevantes para quem depende de agilidade e planejamento em viagens internacionais.
Por que o governo americano criou a taxa extra?
Vi em várias reuniões e publicações que as filas para agendar entrevistas do visto americano B1/B2 continuam crescendo em diversos países, como Brasil, México, Índia e Colômbia. Os motivos são muitos: retomada intensa do fluxo de viajantes após a pandemia, aumento da demanda por viagens de negócios e até falta de profissionais nos consulados.
Dados recentes mostram que, em locais como México e Índia, a espera pode passar de 600 dias. Já no Brasil, de acordo com a reportagem de março de 2024 sobre o tempo de espera do visto americano, há grande variação: em São Paulo, a fila chegou a 168 dias, enquanto em Brasília poderia ser de apenas 15 dias.
Ou seja, planejar uma viagem corporativa de emergência ficou um desafio ainda maior. Essa situação virou um obstáculo real no fluxo de negócios entre empresas e clientes internacionais.
Como funciona a nova taxa de US$ 750?
O Departamento de Estado dos EUA lançou em 2024 um projeto piloto, chamado oficialmente de “Visa Appointment Wait Time Reduction Fee”. Ele passa a oferecer uma opção para quem estiver disposto a pagar uma taxa adicional de US$ 750, com o objetivo de acelerar o agendamento da entrevista do visto B1/B2. Importante lembrar: esse valor é pago em cima da taxa de solicitação tradicional do visto, que hoje está em US$ 185.
Quem optar pelo serviço paga US$ 260 no total, mas não tem aprovação garantida, apenas direito ao atendimento mais rápido.
Com a adoção da taxa, o requerente passa a entrar numa fila diferente, separada da fila convencional. O foco são as cidades onde o tempo de espera mais assusta:
- São Paulo (Brasil)
- Mumbai e Hyderabad (Índia)
- Monterrey e Guadalajara (México)
- Bogotá (Colômbia)
Esse aplicativo da taxa extra está restrito, ao menos neste primeiro momento, a cidades com volume importante de solicitações e com maior lentidão nos atendimentos.
De onde vem o dinheiro e para que será usado?
Uma questão recorrente com os clientes da La Vou Eu Business Travel envolve o uso do dinheiro arrecadado nessas taxas. O Departamento de Estado americano informou que o valor extra não é lucro, e sim destinado exclusivamente ao reforço da equipe consular. A ideia é contratar temporariamente mais funcionários para dar conta do número elevado de entrevistas em cidades como São Paulo e Mumbai.
Assim, o plano é aumentar a quantidade de atendimentos diários, fazendo com que a fila avance e evitando que empresas e viajantes sofram com atrasos de meses (ou anos) na obtenção do visto.
O que muda para quem faz negócios internacionais?
Na minha atuação junto à La Vou Eu Viagens, entendo bem o desafio de lidar com prazos rígidos, reuniões marcadas em cima da hora e eventos de negócios que exigem respostas rápidas. Muitos clientes já perderam oportunidades ou precisaram adiar projetos por conta da espera para tirar o visto americano. A fila para entrevista pode passar de um ano em alguns locais, comprometendo decisões estratégicas de empresas, como mostra a reportagem sobre aumento do tempo de espera para visto americano.
Imagine a situação: uma reunião decisiva nos Estados Unidos surge do dia para a noite. Com a fila normal, o executivo fica impedido de viajar. Agora, com a possibilidade da taxa extra, existe pelo menos a opção de tentar o acesso rápido.
A La Vou Eu Business Travel ajuda seus clientes com checklists completos de documentos e monitora pontos críticos do processo, inclusive tempo de espera em consulados, para orientar a melhor tomada de decisão antes de solicitar qualquer serviço adicional.
O pagamento da taxa garante aprovação do visto?
Essa pergunta me fazem frequentemente. E sou categórico na resposta: o pagamento da taxa de US$ 75 não garante a aprovação do visto. O que se compra, na verdade, é apenas a prioridade para agendar a entrevista. Todo o restante segue os mesmos critérios rígidos já utilizados pelo consulado americano. Portanto, o requerente tem apenas o direito ao atendimento mais rápido, mas não à isenção ou facilitação no parecer consular.
Quem preferir não pagar a taxa extra pode continuar aguardando na fila tradicional, sem prejuízo legal algum. Cada um avalia o que faz mais sentido para seu contexto e urgência.
Quais cidades estão incluídas e por quanto tempo?
No momento, segundo divulgado pelo próprio Departamento de Estado dos EUA, o serviço estará disponível nas seguintes cidades:
- São Paulo (Brasil)
- Mumbai e Hyderabad (Índia)
- Monterrey e Guadalajara (México)
- Bogotá (Colômbia)
O projeto é classificado como “piloto” e tem validade limitada. Ainda não há previsão oficial de quando – ou sequer se – a medida será ampliada para outras cidades ou se tornará permanente. Isso significa que a oportunidade de utilizar o atendimento prioritário pode acabar em breve, dependendo do sucesso da experiência.
Expectativa de impacto e experiência do viajante
A expectativa do governo americano é expressa de forma simples: diminuir drasticamente o tempo de espera para agendamento do visto B1/B2 nas cidades escolhidas.
Em minhas visitas a clientes da La Vou Eu Viagens, já ouvi casos de exaustão e frustração. Muitos aguardam meses por uma simples entrevista, o que acaba prejudicando agendas corporativas e até desmotivando colaboradores que precisam se deslocar a trabalho.
O projeto piloto traz uma opção direta para quem está disposto a investir mais por agilidade.
Com a diminuição da espera, acredito que o planejamento das viagens corporativas vai ganhar mais previsibilidade. Isso impacta positivamente a confiança do setor empresarial ao investir nos EUA, especialmente em épocas de eventos, feiras e reuniões de última hora.
Para quem deseja saber mais sobre desafios, tarifas e recomendações para viagens de negócios aos Estados Unidos, recomendo consultar o conteúdo detalhado sobre viagens corporativas, desafios, tarifas e vistos.
Quais cuidados e recomendações tomar?
Em minha atuação, aconselho sempre analisar o contexto com calma antes de optar pela nova taxa. Seguem os pontos de destaque que compartilho nos eventos e reuniões:
- A taxa é opcional e temporária – avalie a urgência do seu compromisso.
- Pague apenas se não puder esperar a fila comum, pois o gasto é alto para muitos orçamentos.
- Programe-se para eventuais exigências de documentos – um bom planejamento de viagem internacional é essencial.
- Fique atento às mudanças anunciadas pelo consulado, pois o piloto pode ser suspenso sem aviso nacional.
Pense sempre na ocasião – eventos esportivos como a Copa do Mundo de 2026 terão demanda alta. Veja também o guia completo para planejar viagem aos EUA para a Copa 2026.
Conclusão
Após estudar o tema e ouvir dúvidas de viajantes, vejo a taxa de US$ 750 proposta pelo governo americano como uma resposta emergencial para desafogar filas em cidades críticas, dando opção a quem não pode esperar para a entrevista do visto B1/B2. Apesar do custo elevado, é um recurso que pode interessar tanto pessoas físicas quanto empresas em cenários de urgência.
Se você precisa estar nos Estados Unidos com agilidade para fechar negócios, participar de eventos ou formar parcerias, essa novidade pode fazer a diferença – embora não ofereça garantia de aprovação do visto.
Na La Vou Eu Business Travel, faço questão de acompanhar todas as atualizações do processo consular, trazer recomendações individualizadas para empresas e, sempre que possível, transformar a experiência do viajante em algo transparente e seguro. Se quiser mais informações sobre documentos, regras e mudanças para quem viaja ao exterior, recomendo também o nosso conteúdo especial para passageiros internacionais.
A gestão de viagens corporativas pode ser muito mais estratégica do que parece. A Lá Vou Eu Viagens atua ao lado das empresas para trazer controle, eficiência e inteligência para esse processo.
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Perguntas frequentes
O que é a nova taxa de US$ 750?
A nova taxa de US$ 750 é um valor adicional cobrado pelo governo dos Estados Unidos para quem solicita o visto americano B1/B2 (turismo e negócios) e deseja agendar a entrevista de forma mais rápida em cidades específicas. Ela não substitui a taxa tradicional do visto, servindo apenas para oferecer prioridade no agendamento do atendimento.
Como pagar a taxa de US$ 750?
O pagamento da taxa de US$ 750 é feito durante o processo online na plataforma de solicitação de visto dos Estados Unidos, para os consulados das cidades participante do projeto piloto. O sistema indica a opção de prioridade mediante a cobrança da tarifa extra, mediante cartão internacional ou outros meios autorizados.
A taxa de US$ 750 agiliza o visto?
Sim, a taxa permite uma fila de agendamento diferenciada para a entrevista presencial, reduzindo o tempo de espera em relação ao sistema comum. No entanto, não acelera o tempo da análise do visto em si, nem garante aprovação.
Quem precisa pagar a nova taxa?
Só paga quem decidir participar do serviço prioritário em cidades incluídas no projeto piloto (São Paulo, Mumbai, Hyderabad, Monterrey, Guadalajara e Bogotá). A fila tradicional continua existindo, sem esse valor extra, para quem não se incomoda em esperar mais tempo.
Vale a pena pagar a taxa extra?
Isso depende muito da urgência da viagem. Para quem tem reuniões marcadas ou eventos inadiáveis nos Estados Unidos, o investimento pode ser justificado pelo ganho de agilidade e previsibilidade. Já para quem não tem pressa, talvez seja melhor optar pela fila convencional, reduzindo custos.

De onde vem o dinheiro e para que será usado?
Quais cidades estão incluídas e por quanto tempo?
Expectativa de impacto e experiência do viajante







