10 multas inesperadas que podem pegar viajantes no exterior

Viajante confuso cercado por placas de proibição internacionais em aeroporto

Eu sempre digo que viajar para fora parece simples até a gente esbarrar em regras que não existem no Brasil. Em muitos países, hábitos normais do dia a dia podem virar dor de cabeça. Às vezes, basta um gole de café no metrô, um passo fora da faixa ou um lanche dado a um pombo para surgir uma multa.

Pequenos costumes podem custar caro quando a regra local é diferente da nossa.

Isso vale ainda mais em viagens de trabalho, quando horários apertados e rotina corrida fazem a pessoa agir no automático. Por isso, vejo muito valor em planejar cada etapa com apoio certo, como faz a La Vou Eu Business Travel, que ajuda empresas e viajantes a ter mais clareza antes do embarque.

Separei 10 multas inesperadas que podem surpreender quem vai ao exterior. Os valores podem mudar com o tempo e variam por cidade, mas os exemplos ajudam bastante a evitar erros comuns.

1. Mascar chiclete em Singapura

Singapura ficou famosa por suas regras rígidas de limpeza urbana. A venda de chiclete é altamente controlada, e o uso indevido pode gerar penalidades. Em casos ligados a descarte irregular ou importação não autorizada, a multa pode passar de 1.000 dólares de Singapura.

Eu acho esse um dos casos mais curiosos, porque muita gente nem imagina que chiclete possa dar problema. Lá, a lógica é manter ruas, metrôs e espaços públicos limpos. Não é só sobre mascar, mas sobre o impacto disso no ambiente.

Nem tudo que é comum no Brasil é aceito fora.

2. Comer ou beber no transporte público

Em cidades com transporte muito organizado, comer ou beber dentro de metrôs e ônibus pode render multa. Em Singapura, por exemplo, consumir alimentos ou bebidas no MRT pode gerar multa de até 500 dólares de Singapura.

Em alguns destinos, abrir uma garrafa de água no transporte já pode ser infração.

Eu já vi viajante achar exagero, mas a regra costuma ser clara e bem sinalizada. Se a viagem for corporativa, esse tipo de cuidado evita gasto desnecessário e atraso. Para quem está montando o roteiro, gosto de indicar também um olhar atento para documentos e etapas práticas, como neste checklist de documentos para viagens corporativas ao exterior.

Ilustração de passageiro com café no metrô diante de aviso de multa

3. Atravessar fora da faixa na Alemanha

Na Alemanha, atravessar fora da faixa pode parecer um detalhe, mas não é. Em várias cidades, o pedestre que cruza no lugar errado pode receber multa de cerca de 5 a 10 euros. Se houver risco maior no trânsito, o valor sobe.

Eu gosto desse exemplo porque ele mostra uma diferença cultural forte. Lá, a regra de trânsito é levada a sério até quando não vem carro. A atitude é vista como questão de ordem e segurança, inclusive para crianças que observam os adultos.

4. Usar salto alto em monumentos históricos na Grécia

Na Grécia, alguns sítios arqueológicos restringem o uso de salto alto para proteger o piso antigo. Dependendo da infração e do dano causado, a multa pode chegar a centenas de euros.

Não é uma regra sobre moda. É preservação. Eu mesmo acho fácil esquecer isso num passeio mais arrumado, especialmente em viagem de negócios com agenda social depois. Mas basta trocar o sapato para evitar problema.

5. Alimentar pombos em Veneza e Barcelona

Dar migalhas para pombos parece inofensivo. Em Veneza e em áreas de Barcelona, porém, isso pode gerar multa. Em Veneza, os valores já ficaram na faixa de 25 a 500 euros, conforme a área e a reincidência. Em Barcelona, há regras locais semelhantes em alguns pontos.

Alimentar aves em áreas turísticas pode ser visto como dano à saúde pública e ao patrimônio.

Eu entendo a surpresa, porque muita gente faz isso para tirar foto. Só que as cidades tentam conter sujeira, deterioração de prédios e excesso de aves em locais lotados.

6. Fumar em espaços públicos

Muitos países apertaram as regras contra o cigarro em locais públicos. Em partes da Europa, da Ásia e da Oceania, fumar perto de entradas de prédios, estações, parques ou praias pode gerar multa de 50 a 300 euros, ou valor equivalente na moeda local.

O erro comum é presumir que basta estar ao ar livre. Nem sempre. Em algumas cidades há áreas próprias para fumantes. Fora delas, a penalidade vem sem discussão. Em pesquisas que fiz para orientar viajantes, percebi que esse é um dos pontos mais esquecidos.

Se a preocupação for evitar outros transtornos de fronteira e fiscalização, vale ler também sobre itens surpreendentes que podem causar problemas na alfândega e imigração.

7. Dirigir de chinelo na Espanha

Na Espanha, dirigir com calçado inadequado, como chinelos ou sandálias soltas, pode ser interpretado como condução insegura. A multa costuma ficar em torno de 80 a 200 euros, dependendo da avaliação do agente.

Eu sei que isso pega muita gente no verão. A pessoa aluga um carro, sai da praia e vai embora do jeito que está. Só que, se o calçado atrapalhar os movimentos, já existe motivo para autuação.

Falando em surpresas na Espanha, há ainda destinos com regras curiosas fora do trânsito. Em uma lista de infrações e penalidades em destinos turísticos, aparece até proibição de banho noturno em Benidorm, com multas que podem passar de US$ 1.000.

8. Jogar lixo na rua no Japão

No Japão, limpeza urbana é assunto sério. Jogar lixo no chão pode trazer multa, e em algumas áreas os valores podem passar de 30.000 ienes, conforme a norma local. Mesmo onde a punição formal não é aplicada com frequência, a reprovação social é forte.

Eu acho que esse caso ensina bem uma coisa: nem sempre a regra mais pesada é a que mais assusta. Às vezes, o constrangimento já basta. O ideal é carregar o próprio lixo até encontrar o descarte correto.

Ilustração de turista lendo placas de regras urbanas em cidade internacional

9. Cuspir no chão em Hong Kong

Em Hong Kong, cuspir no chão é infração sanitária. A multa fixa pode girar em torno de 1.500 dólares de Hong Kong. Para quem vem de lugares onde esse hábito ainda aparece com certa tolerância, o choque é grande.

Essa é uma regra ligada à saúde pública. Depois de crises sanitárias e campanhas de higiene, a fiscalização ficou mais dura. Eu vejo como um daqueles detalhes que ninguém pesquisa antes, mas deveria.

10. Andar de bicicleta sem capacete na Austrália

Na Austrália, o uso de capacete é obrigatório para ciclistas em praticamente todo o país. A multa varia por estado, mas pode passar de 100 a 400 dólares australianos. Em alguns locais, a cobrança é imediata.

Quem aluga bicicleta para um passeio rápido costuma errar aqui. Parece só um trajeto curto. Mesmo assim, a regra vale. Em viagens organizadas por empresas, esse tipo de orientação prévia faz diferença, e é aí que o suporte da Lá Vou Eu Viagens ajuda a reduzir falhas bobas que saem caro.

Antes de voltar, atenção ao Brasil

Eu sei que o foco aqui são multas no exterior, mas há um ponto de retorno que merece cuidado. Ao entrar no Brasil, a bagagem também segue regras. Segundo as penalidades para declarações falsas ou inexatas na bagagem acompanhada, a multa pode ser de 50% sobre o valor excedente ao limite, além do imposto devido. E, conforme o quadro de multas na importação da Receita Federal, falsidade nas provas para obter benefícios pode levar a multa de 100% do Imposto de Importação.

Para evitar esse tipo de situação, eu recomendo revisar também as regras de bagagem para voos nacionais e internacionais e estas orientações de atenção para passageiros internacionais. Se houver imprevisto com documento, este conteúdo sobre o que fazer ao perder o passaporte no exterior também ajuda bastante.

Conclusão

Quando eu olho para essas 10 multas, vejo um padrão claro: muitas delas nascem de gestos automáticos. Comer, atravessar, fumar, dirigir com qualquer calçado, jogar um papel fora do lugar. Tudo isso parece pequeno, mas fora do Brasil pode custar caro.

Minha dica final é simples. Antes de viajar, vale separar alguns minutos para checar regras locais do destino. Isso já evita boa parte dos tropeços. E, se a viagem for a trabalho, conhecer melhor o suporte da Lá Vou Eu Viagens pode deixar todo o processo mais seguro e organizado.

A gestão de viagens corporativas pode ser muito mais estratégica do que parece. A Lá Vou Eu Viagens atua ao lado das empresas para trazer controle, eficiência e inteligência para esse processo.

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Perguntas frequentes

Quais são as multas mais comuns no exterior?

Pelas minhas pesquisas, as mais comuns envolvem trânsito, transporte público, limpeza urbana, cigarro e comportamento em áreas turísticas. Atravessar fora da faixa, comer no metrô, jogar lixo no chão e fumar em local proibido aparecem com frequência.

Como evitar multas ao viajar para fora?

A melhor forma de evitar multas no exterior é checar regras locais básicas antes de sair do hotel ou do aeroporto.

Eu sugiro olhar normas sobre transporte, ruas, praias, monumentos, cigarro e direção. Também ajuda observar placas e não presumir que a regra será igual à do Brasil.

O que fazer se receber uma multa fora do país?

Eu recomendo manter a calma, ler o auto de infração, conferir prazo e forma de pagamento e guardar comprovantes. Se a multa vier em carro alugado, a locadora ou a empresa responsável pela viagem pode orientar os próximos passos. Em viagem corporativa, avisar a empresa logo costuma evitar confusão depois.

Multas no exterior valem no Brasil?

Depende do caso. Nem toda multa estrangeira vira cobrança direta no Brasil, mas isso não significa que ela desaparece. Pode haver registro na locadora, cobrança em cartão, impedimentos administrativos ou problemas em retornos futuros ao mesmo destino. Por isso, eu não deixaria pendência aberta.

Quanto custam as multas em outros países?

Os valores variam bastante. Há multas pequenas, de 5 a 20 euros, como em certos casos de travessia irregular, e outras muito mais altas, acima de 500 ou 1.000 na moeda local, como em regras de limpeza, patrimônio ou turismo. O custo final depende da cidade, da gravidade e de possível reincidência.

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