Quem viaja para a Europa a trabalho ou a lazer precisa olhar com mais atenção para o controle migratório. Eu venho acompanhando esse tema de perto e vejo que a mudança afeta, acima de tudo, o tempo de passagem nas fronteiras. A flexibilização temporária criada para aliviar as filas no verão europeu terminou neste domingo, 6 de setembro de 2026, e o cenário agora volta ao procedimento integral.
Na prática, isso significa que a coleta biométrica do EES volta a ser aplicada por completo nas fronteiras externas da União Europeia.
A medida havia sido autorizada em fevereiro pela Comissão Europeia, depois de meses de longas filas observadas desde outubro do ano passado. A ideia era dar algum fôlego aos aeroportos no pico de movimento. Mesmo assim, os principais terminais continuaram registrando transtornos, atrasos e espera acima do desejado. Segundo informações publicadas pela cobertura sobre o fim da flexibilização temporária do EES, a suspensão pontual da biometria em alguns momentos de sobrecarga deixará de existir.
O que acabou no dia 6?
Durante os meses de maior fluxo, cada país pôde pausar temporariamente a recolha de dados biométricos, como impressões digitais e imagem facial, se as filas fossem consideradas excessivas. Era uma válvula de escape. Simples assim.
Menos margem para aliviar filas.
Com o fim dessa autorização, aeroportos e postos de fronteira passam a ter menos opções para reduzir a pressão em horários críticos. É exatamente esse ponto que preocupa entidades do setor de Turismo. Na minha leitura, a apreensão faz sentido: a estrutura ainda não responde de forma uniforme em todos os pontos de entrada.
Essas entidades defendem a prorrogação da flexibilização porque entendem que o volume de viajantes continua alto e que a operação não está estabilizada. Para quem viaja a trabalho, isso pesa ainda mais. Um atraso no controle de fronteira pode comprometer conexão, reunião e agenda. É por isso que empresas com apoio especializado, como a La Vou Eu Business Travel, ganham espaço quando o assunto é planejamento com margem de segurança.
Como funciona o EES
O Sistema de Entradas e Saídas da Europa, conhecido como EES, entrou em operação plena em 10 de abril de 2026. De acordo com a página oficial da Comissão Europeia sobre o Entry/Exit System, ele automatiza o registo de entradas e saídas de viajantes de fora da União Europeia e substitui o carimbo manual no passaporte por um registo eletrónico.
O EES recolhe dados biométricos de viajantes não europeus, como impressões digitais e imagens faciais, para registrar cada entrada e saída de forma eletrônica.
Na rotina do passageiro, o processo pode incluir:
- Apresentação do passaporte em ponto de controlo.
- Captação de imagem facial.
- Recolha de impressões digitais.
- Validação eletrônica do histórico de entrada e saída.
O objetivo é reforçar o controlo e melhorar o registo migratório. O problema está no ritmo de implantação. Eu percebo que a tecnologia avança, mas a infraestrutura não anda na mesma velocidade em todos os países.
Quem quiser entender melhor os reflexos do sistema no dia a dia pode ver também o conteúdo da Lá Vou Eu Viagens sobre os impactos do EES nas filas dos aeroportos europeus.
Por que o tempo de espera deve crescer
Especialistas do setor alertam que o principal ponto de atenção está no tempo gasto no controlo migratório. Antes, a verificação do passaporte levava de 20 a 25 segundos. Agora, com os novos procedimentos, esse tempo chega a cerca de 90 segundos, segundo dados da Iata citados por entidades do setor.
O maior risco para o passageiro não está no voo em si, mas no tempo adicional exigido pelo controle migratório.
Eu já vi conexões apertadas parecerem viáveis no papel e falharem por detalhes. Nesse contexto, o detalhe virou regra. Quem desembarca e precisa passar por fronteira antes de outro voo deve reservar mais tempo. Conexões muito curtas ficaram mais arriscadas.
Para reduzir problemas, eu recomendo observar três pontos:
- Chegar mais cedo ao aeroporto de partida.
- Evitar conexões com intervalo mínimo quando houver controlo de fronteira.
- Levar documentos organizados e acessíveis.
Em viagens corporativas, esse cuidado ajuda a proteger agendas e custos extras. É o tipo de ajuste que a Lá Vou Eu Viagens costuma acompanhar de perto para evitar imprevistos antes, durante e depois do embarque.

Os gargalos ainda existem
O fim da flexibilização ocorre num momento em que vários pontos ainda enfrentam limitações práticas. Na França, por exemplo, quiosques e tablets que permitiriam ao passageiro adiantar parte do cadastro continuam em teste por problemas técnicos. Isso atrasa a promessa de uma passagem mais fluida.
Além disso, serviços ferroviários e rodoviários transfronteiriços ainda aguardam definições das autoridades francesas para ativar a coleta biométrica. No Porto de Dover, os quiosques ainda não foram instalados, e o processo segue manual para passageiros em carros. Quando eu leio esse quadro, a conclusão é direta: o sistema está de pé, mas nem toda a operação amadureceu.
Em reunião de 1º de setembro, a Comissão Europeia afirmou que o EES funcionou “amplamente bem” durante o verão e disse manter contacto com países que ainda buscam ajustes em algumas fronteiras. Também informou que existe coordenação para aperfeiçoar o sistema. A fala institucional é positiva, mas o passageiro sente mesmo é o tempo de espera.
O que isso muda para brasileiros
Para brasileiros, a mudança não quer dizer, por si só, exigência imediata de visto novo para cada viagem curta, mas reforça a necessidade de atenção com regras de entrada, autorização de viagem e documentação. Eu sugiro acompanhar os calendários oficiais e as atualizações publicadas por especialistas do setor.
Na base de conteúdo da Lá Vou Eu Viagens, há orientações úteis sobre esse cenário, como o texto sobre a adiamento da exigência do Etias pela União Europeia, a confirmação de que o Etias vai começar a valer e terá taxa em euro, além do conteúdo sobre o fato de que o Reino Unido passará a exigir autorização de viagem para brasileiros. Também vale acompanhar os alertas para passageiros internacionais.
Essas leituras ajudam a evitar confusão entre EES, Etias, visto e autorização eletrônica. Parece tudo igual. Não é.

Como eu orientaria o viajante agora
Se eu pudesse resumir em uma linha, diria o seguinte:
Planejar tempo virou parte da documentação.
Na prática, eu orientaria:
- Rever conexões com passagem por controlo migratório.
- Conferir validade do passaporte e reservas antes da saída.
- Chegar com antecedência maior em períodos de alto fluxo.
- Monitorar mudanças regulatórias com antecedência.
Para empresas, isso pede gestão de viagem mais próxima, com acompanhamento real da jornada do colaborador. Esse é justamente o tipo de suporte que faz diferença quando regras mudam e a margem de erro fica menor.
Conclusão
O fim da flexibilização do controlo de fronteiras na Europa, neste domingo (6), marca uma nova fase do EES. A coleta biométrica integral volta a ser regra, mesmo com queixas do setor de Turismo sobre filas, estrutura desigual e limitações operacionais em alguns pontos. Eu entendo que a tendência, no curto prazo, é de maior atenção ao tempo de passagem nas fronteiras, sobretudo para quem faz conexões ou viaja a trabalho.
Se a sua empresa precisa lidar com esse tipo de mudança sem perder previsibilidade, vale conhecer melhor o apoio da Lá Vou Eu Viagens na gestão de deslocamentos corporativos.
Perguntas frequentes
O que muda nas fronteiras da Europa?
A principal mudança é o fim da flexibilização temporária do EES em 6 de setembro de 2026. Com isso, a coleta de dados biométricos volta a ser feita integralmente nas fronteiras externas da União Europeia, sem a pausa temporária usada no verão para aliviar filas.
Como funciona o controle de fronteiras agora?
Agora o controlo segue o modelo completo do EES. O viajante de fora da União Europeia apresenta o passaporte, tem a imagem facial recolhida, fornece impressões digitais e passa por registo eletrónico de entrada ou saída. Esse processo substitui o carimbo manual e tende a levar mais tempo do que antes.
Preciso de visto para viajar na Europa?
Depende do tipo de viagem, da duração da estadia e da sua nacionalidade. Para muitos brasileiros em viagens curtas, a regra não é um visto tradicional, mas isso não elimina outras exigências, como passaporte válido, comprovantes e futuras autorizações eletrônicas, como o Etias quando estiver em vigor.
Quais países reforçaram o controle nas fronteiras?
O reforço está ligado ao sistema aplicado nas fronteiras externas da União Europeia, mas alguns pontos enfrentam mais desafios de adaptação. A França ainda testa equipamentos em certas operações, e o Porto de Dover segue com processo manual para passageiros em carros. Por isso, o impacto pode variar conforme a rota.
Quais documentos devo apresentar nas fronteiras?
Em geral, o passageiro deve apresentar passaporte válido e, conforme o caso, comprovantes de hospedagem, bilhete de retorno, seguro, reservas e documentos ligados ao motivo da viagem. Em deslocamentos corporativos, eu também recomendo manter carta da empresa ou detalhes da agenda profissional à mão.
A gestão de viagens corporativas pode ser muito mais estratégica do que parece. A Lá Vou Eu Viagens atua ao lado das empresas para trazer controle, eficiência e inteligência para esse processo.
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