Eu sempre me surpreendo quando converso com viajantes de negócios ou turismo e descubro que muitos ainda consideram o seguro viagem uma espécie de “extra opcional”. Alguns até mencionam: “Nunca precisei, então por que fazer?” Só que, segundo uma pesquisa inédita baseada em dados da ANAC e SUSEP, mais de 28,4 milhões de brasileiros viajaram ao exterior entre janeiro e dezembro de 2025. No entanto, só cerca de 3,05 milhões contrataram seguro viagem nesse período. Ou seja, mais de 25,3 milhões se arriscaram, e isso chama a atenção (e preocupação).
O quadro atual do seguro viagem no Brasil
Quando vi esses números, percebi um descompasso claro: o fluxo de brasileiros para o exterior cresce, mas a adesão ao seguro viagem continua baixa. O setor arrecadou aproximadamente R$ 916,7 milhões no período, sendo 94,26% desse valor proporcional às viagens internacionais (R$ 864,1 milhões), segundo levantamento do mercado. Ainda assim, isso representa só uma fração dos viajantes que efetivamente fazem seus trajetos protegidos. A maioria segue sem cobertura, mesmo diante dos crescentes riscos internacionais.

A apuração do Affinity, grupo que liderou o recorte dos dados, levou em consideração o ticket médio histórico das apólices vendidas e sua própria performance de vendas. Isso permite um retrato realista do universo de protegidos e expostos em viagens internacionais e nacionais. Apesar dessas informações, pouca coisa parece mudar no comportamento dos brasileiros na hora de planejar viagens.
Por que tanta gente ainda deixa o seguro viagem de lado?
Conversei, ao longo desses anos, com executivos, líderes de RH, turistas frequentes e até jovens intercambistas. Sempre escutei explicações muito parecidas para justificar a ausência do seguro viagem no planejamento:
- Falta de consciência sobre riscos no exterior
- Desinformação sobre o real custo do seguro
- Crença de que cartões de crédito já oferecem cobertura suficiente
- Pressa no fechamento da viagem, ignorando detalhes
- Mitos de cobertura automática por parte do governo ou companhias
Dados de estudos recentes reforçam: o aumento de brasileiros voando ao exterior não acompanhou o amadurecimento quanto à necessidade de proteção. Arriscar-se pode parecer uma economia, mas basta um contratempo para o custo da viagem se tornar verdadeiramente alto.
Quais problemas um viajante sem seguro pode enfrentar?
Na teoria, planejar uma viagem é um momento de expectativa. Na prática, imprevistos acontecem. Em meus acompanhamentos com viajantes corporativos da La Vou Eu Business Travel, vi de perto situações críticas em aeroportos, hospitais e delegacias, principalmente em viagens internacionais.
Veja algumas situações reais que acompanhei e que evidenciam por que estar protegido faz diferença:
- Emergências médicas custando milhares de dólares, mesmo por procedimentos simples
- Internações por covid‑19 ou acidentes de trânsito sem qualquer suporte
- Burocracias para remarcação de passagens e hospedagem diante de voos cancelados
- Bastante dificuldade para obter atendimento em idioma estrangeiro sem apoio local
- Prejuízo com bagagens extraviadas sem possibilidade de reembolso
Em muitos países, a entrada pode ser barrada ou condicionada à apresentação do seguro viagem. Lembro que já ajudei clientes a resolver situações complicadas de imigração justamente pela ausência da apólice. Recomendo sempre a leitura deste guia sobre como evitar problemas na alfândega e imigração.

Por que o seguro viagem deve ser básico no planejamento?
Em 2025, segundo uma pesquisa conjunta setorial, só um terço dos viajantes brasileiros contratou seguro viagem, mesmo com obrigatoriedade em mais de 30 países. Isso precisa mudar. Em viagens corporativas, adotar esse serviço não é só questão de cuidado, mas de gestão inteligente dos custos e da segurança dos colaboradores.
Quem embarca com seguro está sempre em vantagem frente aos imprevistos.
A La Vou Eu Business Travel, por exemplo, sempre trata o seguro viagem como parte do checklist estratégico ao atender empresas, assim como documentos, passagens e hospedagem. Se for planejar seu roteiro internacional, sugiro consultar também nosso checklist de documentos de viagens corporativas ao exterior.
O mercado está se adaptando?
Vejo claramente uma movimentação no setor: empresas lançando novos produtos ou ampliando equipes para tentar atender o público e conscientizá-lo sobre a necessidade da cobertura, algo retratado em reportagens recentes do setor. Mas, como observei nos últimos anos, não adianta apenas ampliar a oferta, o consumidor precisa reconhecer o valor do seguro viagem no seu planejamento.
Muitos brasileiros ainda se baseiam no preço como único fator de escolha, deixando de lado o apoio em casos de perda de documentos (veja como agir caso perca o passaporte) ou suporte diante de emergências mais graves. Vi que, após perder o passaporte no exterior, quem tinha seguro viagem conseguiu todo o apoio de orientação e custeio legal até o embarque de volta.

O setor de turismo pode ajudar a mudar esse cenário
Para mim, está claro que o cenário de baixa adesão ao seguro viagem cria uma oportunidade: o setor de turismo precisa dialogar mais com o consumidor, mostrando que a proteção não é detalhe e sim parte básica do planejamento. Assim como ninguém esquece de reservar passagem ou hotel, o seguro viagem deveria fazer parte da etapa inicial do roteiro, ainda mais em viagens internacionais (leia mais nesta reportagem setorial).
Por experiência própria em mais de 20 anos de mercado, reafirmo que esse serviço faz toda diferença, especialmente porque os riscos e custos aumentaram no pós‑pandemia. Ao orientar as empresas parceiras da La Vou Eu Business Travel, trato o seguro viagem como parte da estratégia para evitar perdas financeiras desnecessárias e disputas judiciais entre empresa e viajante.
Para quem deseja segurança total, revisar documentos, conhecer alertas de viagem internacional ou até dúvidas sobre funcionamento de alfândega, recomendo acessar nossa seção de atenção ao passageiro internacional e o guia de orientações para viagem internacional na La Vou Eu Viagens.
Conclusão: proteção antes de embarcar faz diferença
Depois de analisar os dados, ouvir viajantes e acompanhar casos de perda de bagagem, acidentes e problemas burocráticos, só reforço: contratar seguro viagem não é luxo, mas um cuidado básico. A diferença está na tranquilidade durante todo o percurso, seja a lazer ou a trabalho. Empresas que integram o seguro viagem à política de viagens minimizam prejuízos e protegem seus colaboradores de custos inesperados e constrangimentos no exterior.
Na minha experiência como consultor e observador do setor, vejo que quem investe em prevenção evita dores de cabeça e reais prejuízos. Se você ainda não inclui o seguro viagem nas suas demandas, considere: a próxima viagem pode ser tranquila ou um desafio, e esta escolha está nas suas mãos.
Quer profissionalizar o controle das viagens da sua empresa e garantir os melhores acordos, processos transparentes e segurança? Conheça o suporte da La Vou Eu Business Travel e transforme a rotina de viagens dos seus colaboradores.
A gestão de viagens corporativas pode ser muito mais estratégica do que parece. A Lá Vou Eu Viagens atua ao lado das empresas para trazer controle, eficiência e inteligência para esse processo.
Faça sua adesão ao nosso plano sem mensalidades hoje mesmo: https://lavoueuviagens.com.br/plano/
Perguntas frequentes sobre seguro viagem
O que é seguro viagem?
Seguro viagem é um serviço que protege o viajante em casos de imprevistos durante sua estadia em outro país ou estado, oferecendo coberturas como emergências médicas, extravio de bagagem, repatriação e auxílio em acidentes.
Como funciona o seguro viagem?
Ao contratar o seguro viagem, o passageiro recebe uma apólice que cobre necessidades específicas durante a viagem, conforme o plano escolhido. Em caso de emergência, basta acionar a central da seguradora, que orienta o melhor procedimento, seja reembolso, suporte local ou encaminhamento médico. Cada plano possui limites e regras próprias, por isso é importante ler todas as condições antes de comprar.
Seguro viagem vale a pena?
Sim, vale muito a pena. O seguro viagem garante assistência médico-hospitalar, suporte frente a problemas jurídicos, localização e compensação por bagagem extraviada, além de evitar prejuízos financeiros significativos em caso de imprevistos, como doenças e acidentes no exterior.
Quanto custa um seguro viagem?
O valor varia de acordo com o destino, tempo de estadia, tipo de cobertura e perfil do viajante. Para viagens internacionais, especialmente Europa e Estados Unidos, o custo médio é acessível diante do benefício: geralmente varia entre R$ 15 e R$ 30 por dia. Considerando o ticket médio dos contratos analisados, a relação custo-benefício é favorável.
Onde contratar seguro viagem confiável?
Agências especializadas, como a La Vou Eu Business Travel, oferecem consultoria personalizada e acesso a apólices adequadas ao perfil do viajante. É importante pesquisar, entender a cobertura e contar com profissionais experientes para garantir que todos os detalhes da viagem estejam amparados em caso de emergência.









