No início de 2026, eu vi um cenário surpreendente para a aviação na América Latina: a Latam Airlines Group divulgava seu balanço financeiro referente ao primeiro trimestre e os números chamavam a atenção até dos mais experientes no setor. Tive a oportunidade de analisar de perto os resultados e, neste artigo, quero compartilhar as principais informações, seus impactos e as projeções que este desempenho traz para empresas e viajantes, especialmente aqueles amparados por soluções como a La Vou Eu Business Travel.
Latam: resultados sólidos no primeiro trimestre de 2026
Quando comecei a ler o relatório da Latam Airlines Group para o 1º trimestre de 2026, percebi rapidamente que algo fora da curva havia acontecido. O lucro líquido alcançou US$ 576 milhões, aproximadamente 3 bilhões de reais. A margem operacional ajustada ficou em 19,8%, reflexo direto de uma expansão de 10,4% na capacidade da companhia em relação ao mesmo período do ano anterior.

Entre janeiro e março, a Latam transportou 22,9 milhões de passageiros, o que representa um crescimento de 9,1% frente ao ano anterior, alcançando um fator de ocupação consolidado de 85,3%. O número impressiona porque mostra não apenas mais aviões no céu, mas também mais assentos ocupados.
O motor do crescimento: internacional e Brasil ganham destaque
Durante minha análise, percebi que o destaque deste trimestre foi o crescimento tanto no setor internacional quanto no mercado doméstico brasileiro. A atuação da Latam Airlines Brasil foi importante para a expansão, impulsionada por diversos lançamentos de rotas e aumento de frequências em mercados estratégicos. Aliás, você pode conferir detalhes sobre as novas rotas nacionais e internacionais lançadas em 2026 em outro conteúdo que publiquei recentemente.
Além do transporte de passageiros, outro ponto que sempre me chama a atenção: a logística de cargas. As afiliadas da Latam transportaram mais de 250 mil toneladas de carga nesse trimestre, reforçando o papel da companhia como elo de escoamento de mercadorias para todo o continente.

Resultados financeiros além do esperado
Outro dado importante que observei no relatório foi o EBITDA ajustado, que chegou a US$ 1,3 bilhão, mesmo com o impacto negativo de aproximadamente US$ 40 milhões vindo do aumento dos preços do combustível. Não é só. A Latam gerou US$ 391 milhões em caixa, e sua liquidez total passou dos US$ 4,1 bilhões, correspondendo a 27% da receita dos últimos 12 meses.
Esse caixa robusto deixou a companhia em uma posição confortável para navegar cenários instáveis, principalmente considerando a volatilidade dos combustíveis. Aproveito para recomendar a leitura sobre o impacto limitado do risco de falta de combustível e como a política de hedge tem sido fundamental na gestão desse risco.
Declaração do CFO e perspectivas para 2026
Ricardo Bottas, CFO do grupo, foi bastante claro em seu comunicado. Segundo ele, a Latam entrou em 2026 mantendo o ritmo acelerado de 2025, com desempenho financeiro consolidado, crescimento em receita, margens e geração de caixa. Para Bottas, esse caixa extra garante à Latam um poder de resposta importante diante das incertezas dos custos de combustível no decorrer do ano.
“A flexibilidade financeira é o que permite enfrentar a volatilidade do setor”, resumiu Bottas.
Fiquei curioso com as projeções, e realmente há novidades: o CASK ajustado (custo por assento-quilômetro, excluindo combustível) deve ficar entre 4,50 e 4,70 centavos de dólar, e o EBITDA ajustado está projetado entre US$ 3,8 bilhões e US$ 4,2 bilhões para o restante de 2026. A expectativa de alavancagem líquida igual ou inferior a 1,8 vez e um piso de liquidez de US$ 4,5 bilhões mostram que a diretoria mira saúde financeira para além do trimestre.
Combustível: pressão de custos e estratégias para o segundo trimestre
Os preços do combustível sempre foram um dos vilões da aviação. E para a Latam, não será diferente: há uma previsão de despesas adicionais acima de US$ 700 milhões com combustível já no segundo trimestre. Essa pressão poderá reduzir as margens, especialmente se não houver repasse total para as tarifas.
Entretanto, em meus anos acompanhando o setor, percebi que a Latam vem aplicando de forma contínua certas práticas de mitigação. Entre elas:
- Gestão eficiente de receita, buscando tarifas mais ajustadas ao mercado e à sazonalidade
- Controle de custos operacional em todas as áreas possíveis
- Ajustes de capacidade, alinhando oferta e demanda para evitar voos deficitários
- Política agressiva de hedge para combustível, protegendo parte significativa do consumo
Essas estratégias serviram para conter parte desse impacto, mantendo a estabilidade fiscal da companhia. Falo disso com mais detalhes em outro conteúdo sobre o investimento em novas cabines premium e diferenciais da Latam que também contribuem na atração de passageiros com maiores tickets.

Números que aproximam empresas e viajantes corporativos
Refletindo sobre esses resultados, notei que o avanço da Latam é especialmente interessante para quem atua no setor de viagens corporativas, como eu na La Vou Eu Business Travel. Empresas que precisam de opções competitivas, alta disponibilidade de assentos, flexibilidade de rotas e serviços personalizados encontram, nesse contexto, novas possibilidades.
Com margens mais saudáveis, capacidade expandida e variedade de destinos, a Latam passa a oferecer mais oportunidades para redução de custos, otimização de itinerários e, principalmente, segurança para a empresa e o colaborador. Isso está em total alinhamento com o trabalho que fazemos diariamente para nossos clientes.
Por exemplo, as mudanças em políticas tarifárias, como a novidade das passagens sem bagagem de mão, afetam diretamente a estratégia de contratação de viagens corporativas e precisam ser avaliadas caso a caso.
E para quem precisa acompanhar viagens entre Brasil e Chile, recomendo a leitura sobre a retomada dos voos entre Brasília e Santiago, uma rota que facilita negócios internacionais e integração empresarial.
Conclusão
Em minha experiência, ver uma companhia aérea atingir resultados tão robustos num cenário ainda marcado por instabilidade internacional e pressões de combustível é uma amostra clara de gestão responsável e visão de longo prazo. A Latam Airlines, ao fechar o primeiro trimestre de 2026 com lucro líquido de US$ 576 milhões e crescimento operacional relevante, mostra resiliência e abre caminhos para novas oportunidades, tanto para viajantes de lazer quanto para o setor corporativo.
Se você busca um parceiro que entende o impacto dessas tendências no mundo real das viagens, conheça a La Vou Eu Business Travel. Atendemos empresas que querem mais autonomia, clareza e suporte em cada etapa das suas viagens. Aproveite para acessar o nosso plano exclusivo, sem mensalidades, e transforme sua experiência em gestão de viagens.
Perguntas frequentes
Qual o lucro da Latam em 2026?
O lucro líquido da Latam no primeiro trimestre de 2026 foi de US$ 576 milhões (cerca de 3 bilhões de reais), acompanhado de uma margem operacional ajustada de 19,8%.
Quantos passageiros a Latam transportou?
Ao todo, foram 22,9 milhões de passageiros transportados entre janeiro e março de 2026, representando um aumento de 9,1% em relação ao mesmo período do ano anterior, com fator de ocupação de 85,3%.
O que influenciou o lucro da Latam?
O principal fator foi o aumento de 10,4% na capacidade operacional, aliado à ocupação elevada de assentos, desempenho de cargas e atuação forte nos mercados internacional e doméstico. A gestão eficiente de receita, controle de custos e uso de políticas de hedge para combustível também contribuíram para o resultado.
Como a Latam se compara a outras companhias?
Na minha análise, a Latam consolidou-se como uma das líderes em termos de volume de passageiros, capacidade de geração de caixa e presença internacional, especialmente entre Brasil e outros destinos estratégicos. Seu resultado demonstra resiliência e capacidade de resposta diante de crises, sem a necessidade de comparações diretas com outros nomes do setor.
Quais os principais destinos da Latam no período?
Os destinos de destaque envolveram tanto grandes capitais brasileiras quanto rotas internacionais importantes, como América do Sul, América do Norte e Europa. Rota como Brasília-Santiago foi retomada, reforçando o portfólio estratégico da companhia para o segmento corporativo.
A gestão de viagens corporativas pode ser muito mais estratégica do que parece. A Lá Vou Eu Viagens atua ao lado das empresas para trazer controle, eficiência e inteligência para esse processo.
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